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Mostrando postagens de 2017
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Insatisfação - Uma Enfermidade dos Nossos Dias Norbert Lieth Grande parte das pessoas no Ocidente teria motivos mais que suficientes para estar satisfeita. Mas, muitos não estão. Eles vivem descontentes e por isso muitas vezes estão mal-humorados, carrancudos ou sofrem do estômago. Eles vivem em paz, em liberdade e gozam do bem-estar, mas acham que tudo poderia ser ainda melhor. (P.D. 25/98) Foi a insatisfação que sempre fez com que os israelitas se revoltassem contra Moisés, Arão e contra o próprio Deus. Foi a insatisfação que lhes impediu a entrada na Terra Prometida e os fez andar errantes durante 40 anos pelo deserto, longe de uma terra que manava leite e mel. É a insatisfação que destrói casamentos e famílias, são cônjuges resmungões que dificultam a vida do companheiro. A insatisfação não só deforma o rosto, mas também estraga o ambiente no trabalho, na vizinhança ou na comunidade. A insatisfação faz uma sociedade ficar exaurida e um povo tornar-se corrompido. A insatisfação le…
PSICOTEOLOGIZANDO NO LIVRO DE JONAS Por acreditar no caráter símbólico do livro de Jonas, peço permissão ao exegetas  do Velho Testamento, para tratar a narrativa como se eu estivesse numa sessão psicoterapêutica, diante de um cliente chamado Jonas, que acaba de me contar um sonho.
Trato o sonho como se fosse uma peça de teatro, dividindo o sistema em quatro pontos: Palco ou lugar, personagens, drama e mensagem. Dessa forma, acompanhando as cenas, vamos tentar descobrir o significado das partes e a mensagem do todo.
I- PALCO(S)
1. O lugar do chamamento divino, é claro, está no coração de Jonas (V. 1), portanto, a vocação é de caráter profundo e, por isso, mesmo, numinoso. Mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, todos nós somos abordados pelo Profundo e conclamados a uma jornada para fora de nossa zona de conforto religioso, político, pessoal. Foi assim, também, com Abraão (Gn. 12:1) e com Moisés diante da sarça que não se consumia (Ex. 3:2-5): o fogo de Deus requer atenção, senã…
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Uma Teologia do Descanso Norbert Lieth Ficamos surpresos e admirados quando vemos o que a Bíblia diz sobre o descanso divino, sempre disponível para nós. Acompanhe o roteiro que Deus traçou no Plano Divino de Salvação. A primeira pessoa que descansou foi o próprio Deus: “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito” (Gn 2.2). Do nada, pela força de Sua Palavra, Deus criou todas as coisas visíveis e invisíveis, em apenas seis dias. Ele, que é a fonte de todo o poder, não precisa de descanso (Sl 121.4; Sl 33.9; Is 40.28). O sétimo dia de descanso tem, assim, uma função no Plano Divino de Salvação e mostra o que, desde o início, Deus queria para o homem. Deus descansou no sétimo dia, o primeiro dia após a criação do homem, que ocorreu no sexto dia (Gn 1.26-31). Isso significa que o ser humano estava destinado a viver no descanso divino; Deus queria o homem para si mesmo, para estar com ele em Seu descanso. O ser hu…
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foto: Acedip

Elevando-nos às Alturas Herman Hartwich Em Isaías 40.31 lemos: “mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” A águia mencionada na Bíblia é a águia dourada da terra de Israel, a mais rápida de todas. Sua velocidade varia entre 175 e 225 quilômetros por hora e às vezes é ainda maior. O que ajuda as águias a alcançar essa velocidade tão grande é sua estrutura óssea, pois elas têm ossos ocos que pesam pouco. Por outro lado, suas enormes asas permitem alcançar grande altitude, velocidade e força. O Antigo Testamento não apenas compara Deus à águia, mas elogia e louva seu vôo ligeiro. Vejamos algumas passagens: Êxodo 19.4 diz: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim”. 2 Samuel 1.23, falando sobre Saul e Jônatas, diz: “...eram mais ligeiros do que as águias...” Jó 9.26 fala: “Passaram como barcos de junco; como a águia que se lança sobre a…
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foto: Ccpixs.com

O Tribunal de Cristo Thomas Lieth “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10). Os destinatários da Segunda Carta aos Coríntios eram filhos de Deus, pessoas renascidas que um dia estarão com o Senhor. Apesar disso, 2 Coríntios fala de um tribunal e de um julgamento que ainda virá. Está escrito que “todos nós” compareceremos diante do tribunal de Cristo. O apóstolo Paulo inclui a si mesmo ao usar o plural, nós. À primeira vista, essa passagem parece estar em contradição com João 5.24, que diz: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”. Mas essas passagens serão contraditórias apenas se não levarmos em consideração que haverá diversos julgamentos futuros. Em sua carta aos coríntios, Paulo está mencionando um julgamento bem diferente d…